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11/1/2010
Secretária de Estado de Educação visita presídios em Bangu
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) recebeu, na manhã do dia 05/01/2009, a Secretária de Educação, Tereza Porto, que visitou a Penitenciária Gabriel Castilho (Serrano Neves II), a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino e a Penitenciária Industrial Esmeraldino Bandeira, que são três unidades prisionais do Complexo de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio.
O objetivo dessa visita era conhecer o espaço físico para a criação e ampliação de escolas, conversar com alguns internos para o esclarecimento do método de ensino que será adotado e saber deles quais são as maiores dificuldades enfrentadas para estudar.
O subsecretário de tratamento penitenciário, Marcos Lips, declarou que a intenção é agregar as secretarias para fazer um modelo nacional de educação e que as escolas que funcionarão dentro das unidades prisionais serão iguais a qualquer outra escola da rede estadual de ensino.
A secretária, que assumiu este cargo em 2008 enquanto era presidente do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj) desde 2003, informou que recentemente foi criada uma coordenadoria para garantir a permanência dos professores qualificados nas penitenciárias e também para que o método de ensino seja respeitado:
- Neste ano, as aulas começarão no dia 8 de fevereiro e terão turmas do segundo segmento do ensino fundamental até o ensino médio. Todos os alunos receberão o material escolar contendo as apostilas correspondentes – salientou Tereza Porto.
Além disso, a professora e coordenadora especial de unidades escolares prisionais e socioeducativas da Secretaria de Educação (Seeduc), Maria Ângela Netto, acrescentou que haverá um período de matrícula e de entrevista. Este último, por sua vez, acontecerá apenas por caráter educacional. Ela disse também que a filosofia da equipe é não ter diferença entre alunos pertencentes à mesma rede de ensino e que o método a ser adotado será no módulo de supletivo:
- Quando o aluno se sentir preparado, ele fará uma prova e, dependendo da nota, ele passa para a turma seguinte. Sempre orientado pelos professores – explicou Ângela.
Marcio da Silva foi um dos internos que participou da reunião com a secretária de educação. Ele alegou que a maior dificuldade que tem em dar continuidade ao estudo é a constante troca de professores:
- Quando um professor sai, a gente perde tempo e não consegue dar sequência. Eu vou passar tudo que ouvi aqui para os meus colegas de cárcere. Acho que, no início, a frequência não será tanta. Mas conforme eles forem vendo que está dando certo, vão passar a assistir as aulas – comentou Marcio.
Também estiveram presentes na ocasião o coordenador de Bangu, Marcio Luiz dos Anjos Rocha; o diretor geral do Eschola.Com, Paulo Milet; o subsecretário de unidades prisionais, Sauler Sakalem; o presidente do Afroreggae, José Junior, entre outras autoridades.
Fonte Secretaria de Administração Penitenciária